sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ameaças a Biodiversidade


Ameaças A Biodiversidade.

As principais ameaças a Biodiversidade são as seguintes;

1.      .A Destruição, degradação e fragmentação do habitat.

2.      .A Poluição.

3.      .A Sobre – exploração dos recursos.

4.      .Introdução de espécies exóticas.

5.      .Aumento da dispersão de doenças.

6.      As alterações climáticas.

1.A Destruição, degradação e fragmentação do habitat.   

A destruição ao habitat é considerada a principal ameaça a Biodiversidade e tem a ver com o abate indiscriminado de árvores, para a obtenção de lenha, madeira, carvão e é uma atividade muito notória ou frequente nas zonas tropicais, associado a destruição das florestas, desmatação na preparação de terras para a prática agrícola, habitação e para instalação de empreendimentos a favor do homem, redes viárias, construção de barragens, na drenagem de zonas húmidas.

2.A Poluição.


Após a destruição, degradação e fragmentação do habitat, temos outra ameaça conhecida pela Poluição, que é resultante da deposição dos poluentes que variam desde os químicos, radioativos, calor, luz, ruído ou energia, no ambiente, resultando efeitos nocivos não somente para os ecossistemas como também para a saúde humana. Destacamos; A Poluição da Águas; (Quando são afetadas as águas com químicos, agentes patogénicos, capazes de alterar as propriedades físico-químicas da água, temperatura, oxigénio, pH ou condutividade), A Poluição do Ar;(Contaminação do ar pela descarga de agentes químicos, físicos ou biológicos modificadores das características naturais da atmosfera). Este tipo de poluição afeta diretamente a saúde humana através da ingestão de alimentos contaminados em contato com a atmosfera e pela inalação de ar contaminado. Os ecossistemas são afetados pelos poluentes e pelas chuvas ácidas e pela excessiva deposição de nutrientes no solo. Os problemas ambientais como as alterações climáticas e o buraco na camada de ozono são causados pelos poluentes atmosféricos. A Poluição luminosa; (Iluminação da ruas, estradas, iluminação de segurança com faróis, iluminação de aviso de aviões, iluminação de espaços de lazer durante longos períodos). A Poluição sonora; (Ruídos com origem antropogénicas, com prejuízos a saúde humana e ao meio ambiente). A poluição sonora, tem maiores efeitos crónicos e irreversíveis.

3.Sobre-exploração dos recursos.

A Sobre- exploração das espécies animais e vegetais colocam em riscos de extinção algumas espécies, provocando um desequilíbrio do ecossistema onde estas espécies vivem. A pesca, a caça e o abate de árvores de forma excessiva é um exemplo prático desta prática.





4.Introdução de espécies exóticas.


A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a Biodiversidade de toda uma área, região ou país. O ser humano é o principal responsável pelo transporte de espécies de uns locais para os outros. São considerados três processos; Colonização Europeia; (Os colonos chegaram a todas as regiões do globo levando consigo inúmeras espécies de aves e mamíferos, ao mesmo tempo os Europeus trouxeram consigo várias espécies exóticas que introduziram no seu território ou noutras colónias), Agricultura e Pecuária;( Grande parte de espécies animais e vegetais foram introduzidos, distantes dos locais de origem para propósitos  pecuários e agrícolas, escapando de suas zonas de produção e prosperando nas comunidades locais), Transporte Acidental; (Incluem a transportação de espécie pelo homem intencionalmente, tais como sementes que são colhidas em conjunto com as cultivadas, e depois semeadas acidentalmente noutro local; ratos e insectos que viajam entre continentes em barcos de carga; os barcos frequentemente trazem espécies exóticas no seu lastro; muitas doenças e parasitas viajam com os seus hospedeiros).



5.Aumento da dispersão de doenças.

A ação do homem pôs em contacto com espécies selvagens, doenças e parasitas com diversas proveniências, pondo em risco a sua sobrevivência.

6.Alterações climáticas.

As alterações climáticas são devido a diversos factores tais como, a inclinação do eixo da Terra e na curvatura da sua orbita em torno do sol, as alterações na intensidade da radiação solar, a disposição dos continentes, alterações nas correntes marinhas a erupção de vulcões, modificando o clima numa escala de milhares de ano, as alterações climáticas através da emissão dos gases com efeito de estufa, que provocam um aquecimento global. O homem é um dos maiores responsáveis nas alterações climáticas com as suas ações na industrialização, uso de veículos, queimadas de combustíveis como o petróleo, gás, carvão sendo o sector dos transporte e produção de electricidade aqueles que mais poluem, incluindo a atividade agrícola com a alteração do uso de solo e a destruição das florestas.

A atmosfera da Terra funciona um pouco como uma estufa em relação ao planeta, uma vez que possui gases que têm a propriedade de permitir a passagem dos raios solares e de reter o calor que é irradiado pela superfície da Terra. Se não existissem esses gases o planeta seria muito mais frio. Quando se fala de gases com efeito de estufa fala-se principalmente de seis compostos. Três que existem naturalmente na atmosfera: o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O); e três que foram criados pelo Homem: os hidrofluorcarbonetos (HFC), os perfluorcarbonetos (PFC) e o hexafluoreto de enxofre (SF6). Nos últimos 50 anos, o dióxido de carbono foi que mais contribuiu para o aumento da temperatura global, por influência da ação humana.



6.1.Consequências do aquecimento global;


·         Subida da temperatura média da terra acerca de 0,6ºC.


·         Aumento de temperatura média da terra em 2100 entre 1,4 a 5,8 ºC.                              


·         Previsões para maiores aquecimentos em latitudes altas no hemisfério Norte e na Antárctida.


6.1.2.Subida do nível do mar;


·         Subida do nível das águas do mar entre 9 e 88 cm até 2100, devido á dilatação dos oceanos e ao derretimento de glaciares e calotas polares.


·         Aumento da erosão costeira, com risco para as populações e infra-estruturas destas zonas, acrescido de cheias causadas por marés vivas.                                                       


·         Afetação dos ecossistemas polares.


6.1.3.Fenómenos meteorológicos extremos;


·         Aumento da frequência e da intensidade de fenómenos meteorológicos extremos como dias muito quentes, secas prolongadas, tempestades e cheias.


6.1.4.Alterações nos ecossistemas;


·         Subida rápida das temperaturas causadoras de modificações em vários ecossistemas.  


·         Perda de área florestal nalgumas regiões pela seca devido ao aumento de temperatura pelo aumento da frequência dos incêndios florestais.     

·         Exposição maior ao risco de espécies que vivem no limite de tolerância do calor ou em zonas frias devido a redução da sua capacidade de dispersão.
  Os ecossistemas costeiros, como os estuários e os mangais também serão dos mais afetados.


6.1.5.Agricultura;

·         Diminuição generalizada da produção agrícola no mundo e ameaça a fome.


·         Secas prolongadas com o aumento da temperatura.


·        Risco de                                                                                                                                         desertificação.                                                                                                                   


6.1.6.Saúde;


·         Diminuição de mortes associado ao frio.


·         Aumento de mortes associado ao calor devido a problemas respiratórios


·         Aumento de doenças causadoras por vectores de transmissão tais como a malária e dengue, febre amarela.


6.2.Acordos Internacionais para Prevenir o Aquecimento Global;


Devido as alterações climáticas, que tem com a principal causa o estilo e vida sobretudo dos países industrializados, a comunidade internacional entendeu travar este fenómeno através de obtenção de acordos políticos globais que limitem a emissão de gases causadores do efeito de estufa dos quais temos; a Convenção – Quadro para as alterações climáticas e o Protocolo de Quito.


6.2.1.Convenção-Quadro para as alterações climáticas.


A comunidade internacional (ou pelo menos parte dela) despertou para a questão do aquecimento global no final da década de 1980. Como resultado desta preocupação foi adoptada em 1992 a Convenção-Quadro para as Alterações Climáticas durante a Cimeira da Terra, realizada no Rio de Janeiro. O principal objectivo deste acordo era conseguir estabilizar as concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera a um nível que impedisse uma interferência humana perigosa no clima do planeta. Porém a aplicabilidade desta convenção era reduzida, uma vez que não estabelecia valores para as concentrações dos gases, nem como deveriam ser atingidas.


6.2.2.Protocolo de Quioto.


Uma vez que a Convenção-Quadro para as Alterações climáticas não parecia ser suficiente para estabilizar as emissões de gases com efeito de estufa, a comunidade internacional começou a negociar um acordo mais ambicioso. Em 1997 foi assinado o Protocolo de Quioto que é um tratado ligado à convenção-quadro e condicionado aos seus princípios básicos, como o de que as nações mais industrializadas devem dar os primeiros passos para prevenir o aquecimento global e ajudar os países mais pobres a usarem modelos de desenvolvimento menos poluentes. A principal novidade deste tratado é que estabelece metas concretas em quantidades e em datas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.


7.Consulta Bibliográfica.


Leituras de textos de orientação  fornecidos na plataforma.


www.kunenerak.org/pt/.../major+threats+to+biodiversity.aspx


www2.camara.gov.br › Meio Ambiente


sejaresponsavel.wordpress.com/.../quais-as-principais-ameacas-a-...


www.badoca.com/conservacao/.../ameacas-a-biodiversidade-da-ilha


sustainabilitywithus.blogspot.com/2009/.../ameacas-biodiversidade.


www.anossaescola.com/cr/webquest_id.asp?questID=269


www.slideshare.net/.../principais-ameaas-biodiversidade-6433535


 O homem precisa cuidar desta beleza natural

Até Breve;  Bento Mateus Bonifácio -  704744.



sábado, 31 de março de 2012

Conceito e Valor da Biodiversidade


Cara Professora e Colegas

Saudações

Abaixo constam as minhas contribuições, sobre o conceito da Biodiversidade  e o Valor da Biodiversidade.

Conceito da Biodiversidade.
O termo diversidade biológica foi criado por Thomas Lovejoy em 1980, ao passo que a palavra Biodiversidade foi usada pela primeira vez pelo entomologista E. O. Wilson em 1986, num relatório apresentado ao primeiro Fórum Americano sobre a diversidade biológica, organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National Research Council, NRC). A palavra "Biodiversidade" foi sugerida a fim de substituir diversidade biológica, expressão considerada menos eficaz em termos de comunicação.

A Biodiversidade pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.

A biodiversidade refere-se tanto ao número de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa dessas categorias.  Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes. Desse modo, um vocábulo é formado por duas outras palavras bio (vida) e diversitate (multiplicidade de coisas diversas) que se juntam para formar biodiversidade. Expressão cientificamente enigmática e moralmente desafiadora os dias de hoje.

Por biodiversidade, podemos entender uma estrutura que surge a partir das formas de interação entre elementos de um sistema e as espécies que nela vivem. As causas evolutivas são uma das respostas mais contundentes para explicá-la. Pois a evolução acontece de forma a determinar a variação genética, e daí, uma outra variação: a variação de número de população de uma espécie que cria a biodiversidade.

Em todo o planeta os ecossistemas são únicos e apenas parcialmente comparáveis, o que prova que a Biodiversidade não está distribuída de igual modo pela Terra e que não é estática, está em permanente evolução – positiva ou negativa.

Em Angola a Biodiversidade esta protegida na Lei Constitucional Artigo 12º/2 : O Estado promove a defesa e conservação dos recursos naturais, orientando a sua exploração e aproveitamento em benefício de toda a comunidade.

Artigo 24º/2: O Estado adopta as medidas necessárias à protecção do meio ambiente e das espécies da flora e da fauna nacionais em todo o território nacional e à manutenção do equilíbrio ecológico.

Na Lei de Bases do Ambiente (Artigo 13º/2); O Governo deve assegurar que sejam tomadas medidas adequadas com vista à:

a) Protecção especial das espécies vegetais ameaçadas de extinção ou dos exemplares botânicos isolados ou em grupo que, pelo seu potencial genético, porte, idade, raridade, valor científico e cultural, o exijam;


b) Manutenção e regeneração de espécies animais, recuperação de habitats danificados, controlando em especial as actividades ou o uso de substâncias susceptíveis de prejudica o meio ambiente.



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Valor da Biodiversidade.

A biodiversidade tem um valor intrínseco: trata-se de mantermos as condições de permanência da vida; é, portanto, incomensurável. A maioria das pessoas vê a biodiversidade como um reservatório de recursos que devem ser utilizados para a produção de produtos alimentícios, farmacêuticos e cosméticos. O valor da biodiversidade pode ser intrínseco, no qual todas as espécies são importantes intrinsecamente, por uma questão de ética, pode ser funcional, onde  cada espécie tem um papel funcional no ecossistema, pode ser de uso directo, pois que  muitas espécies são utilizadas directamente pela sociedade humana, como alimentos ou como matérias primas para produção de bens, pode ser de uso potencial, podendo serem usadas futuramente para desenvolvimento de medicamentos.

Em Angola , apresentamos o exemplo da   Palanca preta gigante e a Welwitschia mirabilis são, desde há muito, emblemas da identidade angolana conhecidos no mundo inteiro. São apenas dois exemplos da riquíssima diversidade biológica existente na República de Angola e de como seres vivos podem funcionar como símbolos de uma nação. Preservar a biodiversidade é uma questão ético-moral, pois a civilização humana causou muitos estragos irreversíveis à natureza, à terra, às plantas e aos animais, sem contar as outras espécies que conhecemos de modo tão limitado. Não imaginem os estragos que a guerra em Angola causou a Biodiversidade.

Bibliografia.

www.notapositiva.com › ... › Trab. Estudantes › Biologia e TLB › 11º Ano
naturlink.sapo.pt/Natureza-e.../O-Valor-da-Biodiversidade?bl=1

ecologia.ib.usp.br/lepac/conservacao/ensino/biodiv_valor.htm

darcibergmann.blogspot.com/2012/02/valor-da-biodiversidade.html